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Nov. 9th, 2009

a way of travelling. not a destination.

Procurei uma citação que pudesse resumir de alguma forma tudo o que sinto. Não cheguei a conclusão alguma. Era preciso uma frase que juntasse todas as minhas alucinações (provavelmente esta não é a palavra certa) e inseguranças geradas pela grande quantidade de tempo livre que me rodeia, que aliasse isso à núvem negra que me assolou durante a última semana e que, por fim, ilustrasse a espécie de bem estar que agora sinto. Se encontrarem alguma, avisem. Há aquela que fala de bonanças depois das tempestades, mas isso não me diz grande coisa.

Por vezes, pergunto-me se não terei um certo fundo masoquista e, digo-vos mais, nunca soube ao certo se seria uma miúda complicada ou descomplicada o bastante para me tornar uma complicação. Gostar de alguém que está longe custa mais do que eu pensava e instalou uma saudade permanente cá dentro. Há dias que custam mais que outros e, no fim, pensamos: será que vale a pena? Acho que sim. No mundo há poucas certezas absolutas e o amor não está incluído nelas, mas se o que se sente é algo que merece o esforço, então vale a pena passar por isto agora.

Gostava de estar mais inspirada para escrever algo melhor, mas essa onda só aparece de vez em quando e coincide muitas vezes com um estado de espírito mais tristonho. 

Entretanto, encontrei duas coisas interessantes:

"Happiness depends upon ourselves."

Aristóteles

"Happiness comes of the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life, to be needed."
Storm Jameson

Aug. 14th, 2009

aprender.

É das coisas que mais gozo me dá. A bem, não aprender a mal, que isso fere-me o ego.
Ultimamente, tenho aprendido bastante, ainda não sei é especificar ao certo a que níveis é que isso acontece. Mas sinto que tem acontecido. 
Apesar de me sentir um bocado sozinha por não ver muitas caras conhecidas (ou não tantas quanto queria), as pessoas à minha volta ensinam-me sempre qualquer coisa, ainda que inadvertidamente.

Tenho aprendido que o conceito de liberdade é das coisas mais ambiguas que existe. Embora já o soubesse, tenho observado situações que o justificam. Aquela história do "a liberdade de um acaba quando começa a do outro" é velhinha, mas verdadeira. Nem toda a gente entende isso, e por isso é que a minha carteira é roubada e há pessoas a ocupar casas que não lhes pertencem. Cenas que acontecem. Tem muito a ver com valores pessoais, isto da liberdade, e cada vez mais entendo que, antes de se falar de liberdade, cenas como valores e ética deviam estar fincadas nas cabeças das pessoas. Guess what? Não estão. Claro. Mas isso era algo que podia ser desenvolvido numa tese de mestrado. Passemos à frente.

Através de comportamentos e maneiras de ver o mundo de outras pessoas, começo a entender o que é um coração livre, por assim dizer. Não é essa a expressão exacta, mas coisas destas não vêm no dicionário. Não é simplesmente fazer o que se quer. É perseguir uma espécie de objectivo máximo - a dita e aclamada felicidade. Mas de diversas maneiras, sob diversas formas e encarnada em diferentes pessoas e diferentes locais e estados de espírito. É uma amálgama de sentimentos e consegue ser tão simples, sendo ao mesmo tempo tão complexo como o mundo, se a observarmos a fundo. Consegue ter-se uma quase-certeza do que é essa felicidade, mas nunca se sabe bem se lá chegámos, ou se estamos apenas confortáveis. É apenas um momento isolado em toda a vida ou é um um estado de espírito proporcionado por determinadas condicionantes mas que dura tempo suficiente para nos dizermos felizes? 

Há umas semanas foi-me perguntado se eu sou feliz. Eu hesitei, claro, exactamente por toda a complexidade. Se, por um lado, não tenho razões para ser infeliz, por outro lado sei que posso ser ainda mais. Mas isso não condicionará outros aspectos da minha vida nos quais sou feliz agora? Respondi que sim, sou feliz, mas que posso ser mais. 
Posso ser muito mais.


 

Jun. 16th, 2009

one chance to play it out.

"Everything is more complicated than you think. You only see a tenth of what is true. There are a million little strings attached to every choice you make; you can destroy your life every time you choose. But maybe you won't know for twenty years. And you'll never ever trace it to its source. And you only get one chance to play it out.(...)"
Synedoche. New York

Jun. 7th, 2009

Maybe kissing is sort of like nature's coffee.

The meeting of two personalities is like the contact of two chemical substances: if there is any reaction, both are transformed.
Carl Jung

May. 23rd, 2009

emoções à flor da pele.

Não tenho tido tempo para escrever sobre seja o que for, mas a verdade é que esta altura é decisiva. É o fim e o início de sabe-se lá o quê. Mas um sabe-se lá o quê enorme e, esperemos, bom.
Hoje foi a bênção das fitas, algo que eu não suspeitava que fosse ser tão especial e tocante. Nestes últimos dias, perdi a conta às lágrimas que deixei cair ao ler as palavras que as pessoas me escreveram nas fitas de final de curso. Poucas ou muitas palavras, todas me tocaram e muitas me emocionaram.
A pasta negra com todas as palavras, envoltas em fitas coloridas, é um símbolo de todo este percurso ao longo dos três últimos anos. Lá dentro guardam-se os votos e as esperanças de todos, ficam para a memória tudo o que se escreveu do fundo do coração.
Foram três anos de crescimento e aprendizagem. De descoberta e de conflitos emocionais e intelectuais. De momentos especiais e memoráveis, acompanhados por uma grande dose de trabalho.
Embora esteja cansada de ver sempre os mesmos corredores, tenho a certeza de que vou sentir falta daquela escola. Para dizer a verdade, já sinto.

Estou feliz por ter aqui chegado, mas antecipadamente saudosa do que fica para trás, principalmente uma mão cheia de pessoas que tornaram este percurso significativamente melhor.
Não consigo deixar de temer o que vem a seguir a tudo isto, mas o facto de ter chegado até aqui e de ter lido um "orgulhosamente, Pai", no fim de uma fita, faz-me saber que, até aqui,
tudo valeu a pena.

Apr. 6th, 2009

fast forward to happiness.

"(...) e pensámos em saltar muros, em subir montanhas ou apenas colinas a correr desenfreadamente, como se houvesse um prémio no topo - na verdade, havia, era o cair no chão e sentir os batimentos cardíacos a fazer estremecer o chão. "Sentes?", "Não há como não sentir." E ali observava-se o Sol a pôr enquanto a pele se arrepiava porque o tempo já começava a ficar fresco.
Pensámos que as noites que duravam dias podiam durar muito mais, durante muito mais quilómetros do que aqueles que já tínhamos percorrido a pé. Só porque queríamos. Contudo, não foi bem assim, "a culpa é do Universo", dizias-me. Não. É nossa.
Pensámos em subir a um telhado só para observarmos melhor o rio, porque a vista de sempre já cansava.
Pensámos em tudo e tentámos pensar em nada, desligar o motor, desligar o mundo, congelar todas as imagens e trocá-las de sítio, para depois carregar no play e observar a confusão.
Pensámos em construir uma máquina do tempo, porque nos achávamos capazes, para podermos voltar a cada momento perfeito. "É para isso que temos a memória", disse eu. "A memória é fraca e engana-nos.", disseste.
Pensámos em conseguir e alcançar tudo, sobretudo a felicidade, por ser um conceito complexo e cheio de tudo. Nunca se sabe bem o que é a felicidade. Nunca soubémos se o alcançámos em algum momento, mas tentámos."

Apr. 4th, 2009

then again, o monstro.

Há dias em que não consigo pensar em nada e, mesmo assim, não me sinto melhor por isso. Hoje é um deles. Não há concentração, não há vontade de fazer algo útil, não há nada. Há uma enorme vontade sim de mergulhar numa banheira cheia de água e ali ficar até a pele ficar excessivamente engelhada ou até a água ficar desconfortavelmente fria.
Eliminar este mês do calendário era uma benesse para o mundo. Abril - águas mil, diz-se sempre. Ainda não chove lá fora. Só lá fora, porque cá dentro está um temporal do diabo, que me vira ao contrário e me desarruma toda.
O que vem depois de Maio assusta-me. É como um monstro roxo às riscas verdes, com três braços e cinco pernas e sete olhos azuis. E vem atrás de todos nós, sooner or later. Cheira-me que a benção das fitas vai ser O momento. Vai ser a altura em que me vai cair a ficha, mas a sério. E não apenas a mim, mas como a todos nós.


Mar. 7th, 2009

decisões.

Todos os dias decidimos coisas novas. Bem, novas é uma mera expressão. Podem ser simplesmente ligeiramente diferentes do se decidiu no dia anterior e por aí em diante. Esta semana decidi jogar no euromilhões. Quis escolher os números, para dar significado à coisa - datas de aniversário, datas importantes, essas coisas. Só acertei num número. Eu até estava com fé, visto que joguei com dinheiro que achei na rua.
Não sei se foi nesta semana ou na anterior que decidi (um bocado sem sequer notar) arrancar o rancor que insisti em guardar durante uns quase-dois anos (acho) e atirá-lo para trás das costas. É daquelas cenas que uma pessoa nunca sabe muito bem se vai funcionar ou não, mas depois de meses e meses de vai-não-vai, de indecisões e de tudo e mais alguma coisa, decidi deixar-me levar. Ver como corre. Não me posso deixar corroer tanto pelas saudades, por isso tenho que dar cabo delas aos bocadinhos. Há umas que não passam, mas essa é outra história. Já estas, sei que as posso ir matando aos poucos e poucos e, hoje, sei que há uma possibilidade de algumas coisas voltarem. Nunca serão as mesmas de outros tempos, mas podem voltar. É uma espécie de nova etapa.

Mar. 5th, 2009

o teu nome em toda a parte.

a cidade está deserta
e alguém escreveu o teu nome em toda a parte
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas
em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
ora amarga, ora doce
p'ra nos lembrar que o amor é uma doença
quando nele julgamos ver a nossa cura
 
Ouvi dizer, Ornatos Violeta
É um dos excertos mais bonitos e verdadeiros que alguma vez li e ouvi.
Estas palavras ecoam na minha cabeça.
Repetidamente.

Feb. 28th, 2009

volatilidade.

A volatilidade de tudo o que existe torna-se, assim que pensamos nisso, algo assustadora. A capacidade de mudança que temos e à qual assistimos é colossal. Tudo muda e, que eu saiba, nada é imutável. O passado é, dir-me-ão vocês. Mas até que ponto? Tudo o que me lembro do meu passado, pode ter sido ligeiramente alterado pelo meu inconsciente e, logo, não é imutável.
E esta conversa toda porque, para além do que tenho sentido em relação a este assunto durante os últimos anos, esta semana assisti ao cair de um castelo de esperanças e perspectivas de algumas coisas. Neste caso, foi a perda de um bebé aos quatro meses de gestação. A mudança que ele traria seria para melhor, seria um crescimento a todos os níveis e um encarar de uma nova realidade. E é aqui que que a minha conversa da volatilidade entra. Todos os sonhos e expectativas que se criaram em torno daquela coisinha-pequenina-amostra-de-gente foram mandadas ao ar, assim, sem aviso prévio para que as pessoas se pudessem preparar e respirar fundo. A volatilidade é um conceito-monstro. Não era do papão que as crianças deviam ter medo, mas sim da volatilidade. Aposto que é um monstro roxo com três cabeças e garras afiadas. E olhos verdes, que dizem que esses são traiçoeiros.
Nem sempre gosto da mudança. Falei demasiado disso no antigo blogue, e não me quero aprofundar agora neste. Vejo-a como algo que é necessário, senão ainda usaria o mesmo corte de cabelo de quando tinha oito anos. Nesse caso, a mudança foi mais do que bem vinda. Mas há coisas demasiado incertas que me deixam de pé atrás, é o receio do monstro roxo, acho.

Feb. 25th, 2009

partida, largada, fugida!

Eu começo a achar que as pessoas vivem como se estivessem numa linha de partida. Assim que o Sol brilha e o tempo aquece um bocadinho que seja, é como se disparassem aquela arma que dá início às corridas e aí vai tudo a correr para a praia, despindo-se pelo caminho e atirando a roupa toda ao ar, porque não há tempo a perder, não vá o Sol esconder-se.
Gosto muito de passeios na praia, assim no paredão e tal, é giro, é agradável, com o Sol a brilhar sabe mesmo bem. Contudo, acho estranho ver pessoas a dar mergulhos às cinco da tarde. O Sol já não aquece nada a essa hora, tenham paciência. De qualquer maneira, não deixa de ser engraçado ver meia centena de pessoas na praia totalmente vestidas e algumas encasacadas, enquanto uma ou outra ainda se despe e, munida(o) do seu mais sexy biquíni/mais vistosos calções, avança em direcção à água e mergulha. Haja coragem. Hajam cházinhos e Cê-Gripe para curar a constipação do dia seguinte. Ou então eles é que são espertos e aquilo é um belo dum mata-bicho.


Feb. 15th, 2009

so safe again.

"(...) If we hold the hand that rapes the hand,
and everyone can feel the hand,
and nothing's gonna change,
it could be the time we're living in,
we'll never feel so safe again,
but love always remains."

Love Always Remains, MGMT

Feb. 10th, 2009

but in the end is right: i hope you have the time of your life.

Vi um documentário que tentava responder a uma das perguntas mais simples de sempre: Que horas são? Pasmem-se, mas a resposta não se dá apenas olhando para o relógio. É incrivelmente mais complexo que isso, mesmo, e provavelmente nem se sabe ao certo que horas são na realidade. Durante uma hora de palavriado caro e do ramo da física e afins, descobre-se que o dia nem sempre tem vinte-e-quatro horas. Ah pois, e há gente que diz que gostava mesmo era que o dia tivesse mais horas. Não tem mais horas, mas pode ter mais (ou menos) um mili-segundo, ou lá como é que se chama, tudo por causa do vento. Há quinhentos mil anos atrás, o dia tinha vinte-e-duas horas, vejam só, o que significa que o movimento diário de rotação da terra tem vindo a diminuir, por razões demasiado complexas para ser eu a explicar.

Mas isto torna-se complexo quando pensamos no início disto tudo. Afinal como é que o tempo começou? E, já agora, que relógio é que está verdadeiramente certo e porquê? Talvez o início tenha sido com os Maias (não os do livro, aqueles mesmo-mesmo antigos, que viviam ali para os lados do México), que tinham uma grande fixação pelo tempo, mas não tinham relógios, nem mesmo aqueles de sol (como aquele com o qual eu costumava brincar, no hospital dos Capuchos, achava aquilo fascinante, embora tenha demorado a perceber como é que a cena funcionava). Assim, guiavam-se por ciclos de tempo baseados em todos os corpos celestes que viam no céu - haja complexidade. Mas estes tipos eram de tal maneira fixados na cena do tempo, que até achavam que tinham que o ajudar a passar, porque acreditavam que o passar do tempo criava espaço (criava o Mundo, que hoje temos) - achavam que, alimentando o Sol (com sangue humano, diga-se), este ajudava ao passar do tempo, gerando então o dito espaço. Há ainda mais coisas, como a arquitectura, que também era totalmente dedicada ao tempo.

No documentário, tomamos conhecimento da existência de um Director do Tempo, que devo dizer que é um cargo com um nome porreiro para se dizer por aí. Esse senhor conta-nos que o "tempo" foi definido nos anos cinquenta, com base na posição das estrelas e essas coisas todas, mas também nos diz que precisamos de algo mais preciso. Há um relógio atómico que, de facto é bastante preciso - só falta é que todos acertemos o relógio a partir daí.

E, para além das horas, temos os dias, os meses, os anos, que também acabam por ser algo subjectivo de cultura para cultura. Para nós, estamos em dois mil e nove, mas para os islâmicos não, nem para os judeus. Em dois mil e doze, os Maias estariam no ano 130 000. Bolas.

E uma questão curiosa levantada no documentário é a seguinte: "Muito do que acreditamos que está no presente, já aconteceu." Ao olhar para uma luz distante, como a do Sol, não temos noção de que a luz viaja (e de bem longe) e, estando esta estrela a cerca de cento-e-cinquenta milhões de quilómetros daqui, demora cerca de oito minutos a chegar até nós. Ou seja, se olharmos para o Sol agora, estamos a ver como ele era há oito minutos atrás. Uau.

Para a questão, "Que horas são?", propõe-se relembrar o ponto em que o planeta nasceu, que sabemos ser de uns bons treze-vírgula-sete biliões (ou bilhões?) de anos. Portanto aí têm uma das possíveis respostas que nos levam a crer que dois-mil-e-nove é um número quase atirado ao acaso.

Para finalizar, deixo-vos uma questão colocada no fim: "E o nosso futuro, já existe?". Há a possibilidade de já existir, se todo o tempo estiver definido como parece estar.

Vejam o documentário, chama-se "Do You Know What Time It Is?" e é mesmo muito interessante, mesmo para quem não perceba um bocadinho que seja de física e de mecânica quântica.

Jan. 31st, 2009

Camus says that "Life is a sum of all your choices".

Chateia-me que passemos a vida a fazer escolhas.
Escolhe-se tudo.

A roupa que vestimos de manhã, o que se come (e quem, já agora), a música que se quer ouvir, se quero escrever no blog ou não, se quero levar chapéu de chuva para a rua ou não (ontem não levar seria estúpido - ou não, caso me interessasse ficar constipada e com a roupa molhada; hoje continuaria a ser estúpido, já que não chove, embora o Google diga que sim - and Google knows it all), escolho se quero ir por esta ou aquela rua, se clico nesta publicidade verde aqui no lado direito da página (onde, quando passo lá com o cursor, se ouve uma multidão eufórica - medonho).

Contudo, não se escolhe a família, coisa que deixa alguns mais cabisbaixos. Se se escolhesse, todos teríamos pais perfeitos e endinheirados que tomariam conta de nós, dando-nos a liberdade que queremos. Mas não é assim e, na verdade, ainda bem. Às vezes penso nisso e, embora não seja exactamente uma pessoa de convívios familiares, até nem desgosto da que tenho. Não é perfeita, como normalmente nada o é, mas é isso que nos molda e que nos faz adquirir certas características.
Escolhem-se os amigos. Na verdade não tenho grande coisa a dizer neste tópico, já esgotei um bocado o assunto, e vocês já estão mais que fartos disso. Perco a conta aos que tenho, não por serem muitos, mas por nem sempre saber se o são ou não. Shit happens. All the time. Tento conservar o que tenho de bom, agora. No futuro logo se vê. Eu nunca previ muito bem estas coisas. Não deixa de ser uma escolha, o "deixar acontecer". Em alguns campos, esta escolha não me parece má, so far so good.

Às vezes acho que penso demais. Nas pessoas, nas coisas, nos momentos. Às vezes, ao lembrar-me de algumas coisas, sinto-me como se voltasse a esse momento, esteja eu onde estiver. E gosto disso, gosto de conseguir recordar certas coisas, certas sensações que marcam pela positiva. Dá-me é umas saudades do diabo, mas acho que já arranjei cá dentro um canto destinado a elas, porque sei que tão depressa não se vão embora - e isso, parece-me uma escolha. Das boas.

Jan. 25th, 2009

meaningfulness

So fall asleep with the windows open
Come to me the worst you've said and done
You'll close your eyes and see me
A little death makes life more meaningful

Little Death, +44

Jan. 18th, 2009

estás a falar sozinha?

« Pessoas que consomem mais de sete cafés por dia têm três vezes mais probabilidades de ouvir vozes, ver coisas que não existem ou até acreditar que estão a sentir a presença de pessoas que já morreram, do que as que bebem menos de uma chávena, de acordo com os pesquisadores.
(...)
A cafeína aumenta os efeitos fisiológicos do stress e, nesse estado, o corpo liberta cortisol. Uma concentração mais alta da substância no organismo pode fazer com que uma pessoa oiça vozes que não existem.
(...
) »

[algures pela net e pelos jornais]


Eu digo que não tenho muitos amigos, mas com a quantidade de café que bebo diariamente, não tarda nada tenho uma fornada nova deles. Pode ser que o meu candeeiro do quarto queira ter longas conversas comigo, e o melhor é que, se me aborrecer com a conversa dele, posso sempre desligá-lo e pronto, vou falar com a gaveta das cuecas.

Jan. 15th, 2009

a cidadania, quando nasce, não é para todos.

Eu gostava de ter poderes para estabelecer alguma espécie de ordem no planeta. Arranjava uma varinha mágica, ou simplesmente um olhar mega-poderoso e fazia com que as pessoas circulassem sempre ordeiramente. Tudo a andar pela direita, que assim é que devia ser. Só isso já fazia com que eu andasse feliz e contente na rua sem tropeçar em duas pessoas por cada quinze passos.
Outra coisa que também queria que existisse era uma espécie de mecanismo invisível (até podia ser um mecanismo moral, mas para isso era necessário que a moralidade existisse nas mentes de toda a gente) que administraria pequenos mas eficazes choques eléctricos a quem atirasse papéis e coisas do género para o chão. É horrível ver pessoas a abrir maços de tabaco e a deitar os plasticozinhos e papelinhos para o chão, gente a comer pastilhas e rebuçados e trinta-por-uma-linha e a atirar os invólucros ao ar, só porque sim. Não sou ambientalista nem nada que se pareça, mas faz-me confusão. Até porque, se for preciso, essas mesmas pessoas que atiram tudo para o chão, ainda são capazes de dizer que as ruas estão sujas e que a culpa é (claro) do governo. Ou dos senhores que limpam o lixo, que são uns mandriões e fazem nenhum, os malandros.
Ainda hoje me lembro de uma amiga que me disse, assim que entrei no carro dela "agora sou amiga do ambiente, não atiro as beatas pela janela, deixo-as aqui no cinzeiro". Nisto, saíu do carro, foi comprar tabaco e pastilhas. Quando voltou, abriu o pacote de pastilhas e o plástico foi janela fora. Well done. (lembras-te, Clau? :p)

Jan. 4th, 2009

cheers!

E, num abrir e fechar de olhos, vinte-e-um já cá cantam. Que venham mais e melhores!
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Jan. 1st, 2009

all that noise and all that sound.

Não me apetece fazer grandes retrospectivas do ano que passou, resume-se tudo em meia dúzia de coisas: dois-mil-e-oito foi um desabar de castelos de areia, foi ganhar a noção do que me rodeia ou não, foi atribuir importância a apenas algumas pessoas, foi amor e tudo o que ele traz, foi tanto e foi tão pouco. Simplesmente isso e já tão complexo quando visto mais minuciosamente.

Para este que começa, só quero tudo aquilo que desejei enquanto engolia as passas à meia-noite. Se conseguir isso tudo, serei uma miúda bem feliz.


Dec. 30th, 2008

um-dois-três, teste.

Bem-vindos!

Isto ainda está tudo um pouco desarrumado, mas entretanto ficará mais bonito.
Este post é mais para experimentar e ver como fica e tal, amanhã logo se vê.

Obrigada por cá estarem.

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